crochê, tricô · contação de estória ·

formação de crianças e adultos · diálogo entre línguas e culturas

ovonovo é um palíndromo, jogo de letras com palavras ou frases, em que se pode ler a mesma coisa tanto em uma direção como na outra. Ana, meu nome, também é um palíndromo. Ovos são funcionais, ao mesmo tempo delicados e fortes. Trazem vida, aconchego. São nossa primeira casa. Um ovo novo, uma volta às origens, à tradição, ao ponto de onde viemos.

Duas atividades marcam minha infância: o fazer manual, a que minha avó com tanto carinho se dedicava; e as leituras, escritos e estórias, as visitas à biblioteca. Atualmente dou continuidade a essas duas vias. Crocheto, tricoto, produzo uma variedade de peças decorativas e de vestimenta com fios, lãs e tecidos. Leio, conto e produzo encontros de contação de estórias.

ovonovo reúne então texto e tecido – dois lados de uma mesma atividade. Tecer estórias, tramar os fios de uma peça.

Painel 1

QUEM SOU

Nasci em 1981, em São Paulo-SP. Formei-me em letras, com um mestrado que misturou autobiografia e crítica literária.

Trabalhei com um pouco de tudo, atendente em lanchonete, numa videolocadora, numa produtora de comerciais, tirando xerox num escritório de advocacia, revisando livros, dando aulas de francês e português, traduzindo, em biblioteca.

Tenho interesses tão variados quanto os trabalhos que tive: desenho, fotografia, crochê, escrita, cinema, música. O blog “ovonovo”, criado por volta de 2008, era uma maneira de exercitar a escrita diária, registrar minhas experiências, filmes que vi, publicar meus desenhos e conservar os meus sonhos.

Faz uns anos, deixei a cidade onde sempre havia vivido, indo morar na Suíça. Faz menos tempo ainda Francisco nasceu e daí veio a força para retomar a escrita deste blog. Muitos dos posts a partir de 2013 são então direcionados à maternidade, ao que vivi e li sobre ser mãe.

Painel 2

COMO LER, COMO ESCREVER

Falar de mim me faz bem. E ler e escutar o que os outros tem a dizer sobre si também. Acompanhando alguns blogs, páginas e notícias, bem como as discussões acaloradas que seguem sob a forma de comentários — e percebendo que muito do que se escreve e se fala suscita reações que ofendem ou desrespeitam o outro — pensei em algumas linhas que podem me guiar na escrita do blog — e na sua leitura também.

Escrevo sobre as minhas experiências, coisas que me tocam, dividir meus pensamentos. Quem lê pode se identificar, concordar comigo, por ter vivido algo muito parecido, por ter uma visão de mundo semelhante; pode até nem compartilhar as mesmas experiências, mas achar alguma utilidade no que leu, aproveitar um ponto ou outro como exemplo, inspiração; no outro extremo, pode discordar, recusar propostas que levanto, ideias que defendo. São três posturas possíveis —  dentre outras mais.

Não escrevo para ensinar algo, nem para dizer o que é melhor, tampouco para dar regras. Não leio textos procurando esses ensinamentos, essas regras. Defendo, acredito, demonstro uma visão de mundo, que não é definitiva nem é verdade absoluta. Assim, quem lê tem toda a liberdade de se manifestar, opinar, argumentar… conversar — concordando ou discordando, mas sem impor o que está dizendo.

Enfim, escrevo e leio para sempre aprender, descobrir e nunca ter certeza de nada. Falar aos outros, seja quem for, porque sou eu e também não é.

Área do Painel 3
Área do Painel 4