DESENHAR PARA O CHICO

num caderninho pequeno, improvisado. Essa foi a ideia que surgiu durante uma viagem de trem que fizemos. Numa loja na estação, fui atrás de lápis de cor. E não somente durante o trajeto, mas ao longo dos dias de viagem, eu ia traçando coisas que ele pedia, como carros e ônibus, personagens de desenho como … Continue lendo DESENHAR PARA O CHICO

EM CASA PENSAVAM

que eu ia me tornar arquiteta, engenheira; isso porque adorava as plantas de imóveis que saiam no jornal. Pegava os anúncios ilustrados e brincava com eles horas a fio. Ficava olhando a organização do espaço, áreas comuns, fosso para o elevador. Desenhava plantas também, dos lugares onde eu queria morar. Ainda me lembram isso, a … Continue lendo EM CASA PENSAVAM

EU FIZ LISTAS

de coisas a fazer, assuntos para conversar, datas importantes para lembrar, leituras, filmes, lugares para conhecer, alguns pedaços de música; mas de nada adianta: o que sai na hora é imprevisível. Há também uma lista de regras que eu mesma me coloco, uma pequena disciplina para coisas simples do cotidiano: coisas que eu devo fazer … Continue lendo EU FIZ LISTAS

EU QUERIA MAS

(até para conseguir o que quero) tenho que aceitar: - que algum termo no dicionário explica o que parece não encontrar palavra; - que não sou eu quem conta minha história; - que eu sou na verdade personagem, personagem ou aparição de sonho que quer contar uma história dentro de outras, mas que vive uma … Continue lendo EU QUERIA MAS

A MIM TAMBÉM ME DÓI

foi a única coisa que escreveu, um dia, entre tantos desenhos. Durou pouco tempo, não mais que duas horas: logo a própria polícia veio apagar o muro. E foram apagados tantas outras vezes os traços que você fazia, que eu achava serem para mim. Traços de mim mesma, que com os meus desenhos procurava outros … Continue lendo A MIM TAMBÉM ME DÓI