UMA CONEXÃO EM CHICAGO

de mais de seis horas: era uma boa oportunidade para sair do aeroporto e fazer uma visitinha rápida pela cidade. Era bem de manhãzinha, sábado, verão. Peguei o metrô, linha azul. Quando achava alguma estação interessante, descia do metrô e tirava umas fotos da paisagem que se poderia ver da plataforma. Quase toda a linha … Continue lendo UMA CONEXÃO EM CHICAGO

ELE SE CHAMAVA FERNANDO

fazia técnico em edificações, morava na Saúde, trabalhava com a gente. Tinha namorada, a menina que morava perto de mim e estudava na mesma escola. Ela me disse um dia voltando para casa, esquina da Paulista com a Pamplona: - Você está gostando dele, né? Parecia então muito claro. Ela foi viajar, tiramos folga ele … Continue lendo ELE SE CHAMAVA FERNANDO

ME AGRADAVA REPETIR

coisas pequenas no dia a dia: sentar-me sempre no mesmo lugar da mesa para comer, usar a mesma colher para mexer o chá mate, comer o mesmo lanche no recreio, no mesmo lugar do pátio; manter fixas na semana as datas de devolução dos livros na biblioteca; numa mesma ordem pentear o cabelo, escovar os … Continue lendo ME AGRADAVA REPETIR

A MULHER DO AVIADOR

é ao mesmo tempo a personagem mais importante e a menos importante de todo o filme. Ela é um monte de suspeitas e perguntas que aparecem umas atrás das outras, sem resposta - ou com respostas bem menos ambiciosas que as expectativas. Ela é o pretexto para um passeio sem rumo de tarde, com previsão … Continue lendo A MULHER DO AVIADOR

COISAS PEQUENAS

que vão aparecendo aqui e ali, sem ligação entre si e com mais nada além delas próprias: depois do sonho que tive na Polônia, achei uma cantora polonesa gracinha; semana passada experimentei de novo duas coisas que não gosto: quindim e água com gás; estavam ali à minha frente, me ofereceram, não me pareceram tão … Continue lendo COISAS PEQUENAS

NESTE FILME

a mesma ponte - Bir-Hakeim, viaduto de Passy, Paris - de outros filmes parece que estamos brincando de cabra-cega: o expectador (aquele que espera, sabe do tempo dessa brincadeira, e que o filme chegará ao final e alguma resposta vai aparecer no desenrolar dos créditos, a resposta que ele aguarda chegar) deixa que a venda … Continue lendo NESTE FILME

LISTA DE PROFISSÕES

que eu já pensei em seguir, e ainda penso em alguns momentos: 1. funcionária do metrô 2. cabeleireira 3. arquiteta 4. percussionista 5. funcionária de sala de cinema (como meu avô, que fazia um pouco de tudo: que ia pegar rolos de filme na distribuidora, rasgava o papelzinho na entrada, ficava na bilheteria, etc.) 6. … Continue lendo LISTA DE PROFISSÕES

CHEGAR MAIS PERTO

indo longe. É como eu estou tentando definir "Berkeley em Bellagio", que li hoje. Pode ser por conta de tantas outras coisas acontecendo e que estou lendo, o livro me pegou. O resto do dia (comecei o livro umas 10h, no metrô Santana, peguei a linha verde e descobri a recém-terminada estação Sacomã, com plataforma … Continue lendo CHEGAR MAIS PERTO