DESDE QUANDO

gosto especialmente de elefantes? eles aparecem nos meus desenhos? começo a acumulá-los na vida? recebo elefantes nas mais diferentes formas como presente? Hoje encontrei num caderno do terceiro colegial uma marca, talvez mais próxima do começo dessa obsessão - em meio a recados trocados na aula, poeminhas, desenhos mil, contagem de votos, equações trigonométricas e … Continue lendo DESDE QUANDO

MENOS PODE SER MAIS

é o que parece mostrar Reflexões de um liquidificador: poucos personagens para bons atores, uma trama seca e previsível, o tratamento direto de um absurdo (o liquidificador que fala com sua dona), uma direção de arte cuidadosa que não caiu no exagero, mas estava quase lá, tudo bem. Com isso, imagens simples como a ida … Continue lendo MENOS PODE SER MAIS

NO ESCRITÓRIO

eu tinha horário para chegar e para sair; não podia chegar depois, nem sair antes; mas muitas vezes chegava antes e saía depois, muito depois. Ia de sábado por escrúpulo: muito trabalho acumulado. Contava horas extras no fim do mês. Cultivava a rotina: ir ao mesmo supermercado, comprar o mesmo pacote de bolachas integrais; fazer … Continue lendo NO ESCRITÓRIO

CADERNOS DE INFÂNCIA

já tem um lugar especial nas lembranças que ligo às leituras. Juntamente com seu tom ao mesmo tempo único e comum a outros maravilhosos memorialistas (observo uma mesma vista embaçada que se volta ao tempo de criança no campo, o espaço da casa, a réstia de luz que também percorrem a Infância de Graciliano e … Continue lendo CADERNOS DE INFÂNCIA