EU TINHA CABELOS GRISALHOS

num sonho desses últimos dias. Muito acinzentados, com alguns fios brancos. Bonitos, com um corte assimétrico, do jeito que eu gosto. Estavam volumosos também. Eu me sentia bem e feliz. Basicamente era um sonho comigo velha. Normalmente a velhice, sobretudo a feminina, é encarada como negativa. É algo a se evitar, lamentar. Esconde-se as marcas … Continue lendo EU TINHA CABELOS GRISALHOS

EU QUERIA SABER

-- esse é um rascunho de post, de quatro anos atrás, que encontrei há pouco tempo. A foto é de um caderno, daqueles que eu usava como diário, naquele época. Eu desenhava, copiava trechos de livro, traçava planos, contava pequenos causos. O que escrevi tem tudo a ver com coisas que eu penso desde pequena. … Continue lendo EU QUERIA SABER

UMA FOTO MINHA, DE 2010

me chamou a atenção, dia desses; ultimamente tenho reaberto muitas pastas de fotos, no computador, no disco de backup, no flickr, por aí. Fui olhar para mim no passado, para os passeios que fazia, as pessoas com quem me encontrava, as atividades de que participava, os lugares que me interessavam. Alguém, não sei mais quem, … Continue lendo UMA FOTO MINHA, DE 2010

ERA UMA VEZ

uma menina que escrevia; ela passava o dia todo pensando nas histórias que ia contar aos amigos: os passeios, os sonhos que ela teve com eles, com personagens de outras histórias, com diretores dos filmes que iam ver no cinema, matando aula; juntava desenhos que encontrava por aí, fotos e cartões postais perdidos no meio … Continue lendo ERA UMA VEZ

ACORDEI DE UM PESADELO

com uma música na cabeça: "quando me vi tendo de viver comigo apenas e com o mundo...". Continuei a cantar na cabeça, seguindo a letra, aí cheguei numa parte assim: "voltamos a viver como há dez anos atrás e a cada hora que passa envelhecemos dez semanas". Essa imagem era a que eu mais gostava … Continue lendo ACORDEI DE UM PESADELO

UMA NOITE EM 67

teve pré-estreia essa semana; uma fila longa saía por uma das portas do conjunto nacional. Nelas, tanto pessoas que acompanharam o festival como outras que, ainda não nascidas em 67, apenas sentem o peso da música daquela época - e reverenciam, também. Eis um dos grandes valores do documentário: fala de um evento de peso … Continue lendo UMA NOITE EM 67

ALGUMAS REGRAS

eu nunca entendi direito. Ia jogando porque as regras não são a razão do jogo. Algumas vezes elas são incompreensíveis, como nas explicações de manual, nos arquivos de ajuda dos jogos do computador. Mais vale olhar para o tabuleiro, juntar pecinhas, apertar botões sem critério, perder repetidamente, acompanhar o conselho de alguém que sabe mais, … Continue lendo ALGUMAS REGRAS