SEIS ANOS ATRÁS

encontrei, seguidas vezes, um velhinho no cinema -- uma vez no belas artes, depois no antigo unibanco; até no ponto de ônibus na frente do MIS, voltando para casa (já escrevi sobre ele rapidamente, naquela época). Ele vestia camisa e paletó, apoiava o corpo pesado com uma bengala. Movimentava-se lento e não sem alguma dificuldade. … Continue lendo SEIS ANOS ATRÁS

ERA UMA VEZ

uma menina que escrevia; ela passava o dia todo pensando nas histórias que ia contar aos amigos: os passeios, os sonhos que ela teve com eles, com personagens de outras histórias, com diretores dos filmes que iam ver no cinema, matando aula; juntava desenhos que encontrava por aí, fotos e cartões postais perdidos no meio … Continue lendo ERA UMA VEZ

UM PEIXE GRANDE

daqueles de olhos esbugalhados e barbatanas longas mordeu meu dedo. Não sei se foi assim que o pescamos. Colocamos num balde, e ele ficou nadando na vertical. Balde pequeno. Saí correndo pela Martim Francisco procurando uma loja onde pudesse encontrar um balde maior. Passei em frente ao Fidelino, na porta estavam as mesmas pessoas da … Continue lendo UM PEIXE GRANDE

ERA NA ÉPOCA DA ESCOLA

e estávamos organizando aqueles campeonatos de futebol, dos quais eu nunca participei; no sonho eu fazia parte da equipe de apoio ao jogadores, nos primeiros socorros. Entre os colegas que realmente jogavam bem (um deles até realmente virou jogador, foi jogar na Grécia...), estava o Neymar - ele mesmo. O jogo começa, ele passa mal, … Continue lendo ERA NA ÉPOCA DA ESCOLA

MENOS PODE SER MAIS

é o que parece mostrar Reflexões de um liquidificador: poucos personagens para bons atores, uma trama seca e previsível, o tratamento direto de um absurdo (o liquidificador que fala com sua dona), uma direção de arte cuidadosa que não caiu no exagero, mas estava quase lá, tudo bem. Com isso, imagens simples como a ida … Continue lendo MENOS PODE SER MAIS

INDO E VINDO

do hospital semana passada, na primeira ida pensei: esse lugar que nos afasta da doença, da morte. Que coloca tudo num mesmo fundo branco, um mesmo cheiro que não é cheiro de nada: assepsia, silêncio, frieza. E como era tudo num certo antes que não temos mais: dos partos às mortes, tudo acontecia aqui no … Continue lendo INDO E VINDO