MEDO DE INSETOS

seja de abelhas, pernilongos, baratas -- nós, pessoas, seres humanos, grandes e desenvolvidos, sentimos a ameaça desses animais tão pequenos, mas complexos e cheios de poderes que não temos: voam, sobem paredes, carregam muito peso, trabalham organizadamente em grupo. Eles nos picam, nos machucam, sugam o sangue, incomodam o sono, destroem plantas. Esses dias tive … Continue lendo MEDO DE INSETOS

DEZ ANOS ATRÁS, A FRANÇA

era o destino da minha primeira viagem para fora do Brasil. Uma colega do trabalho e eu fomos fazer um curso para aprimorar conhecimentos em biblioteconomia. Assim, não se tratava de uma viagem de férias, mas a trabalho. A maior parte dos dias, passávamos em sala de aula ou visitando bibliotecas. O grupo era formado … Continue lendo DEZ ANOS ATRÁS, A FRANÇA

QUANDO NOS MUDAMOS

para um apartamento, depois de uns anos em casa com quintal em rua calma, fazíamos muito barulho. Mas talvez um momento ficávamos mais quietinhos: quando o dia ia acabando, o sol indo embora, era bonito ver a paisagem que se abria na janela. O apartamento ficava no oitavo andar: em volta, poucos prédios próximos. Por … Continue lendo QUANDO NOS MUDAMOS

SÍNDROME DE MIGUELITO?

era o título de um post que publiquei em 5 de novembro de 2003, no colher. Cheio de pontos de interrogação, me questiono sobre o tempo e uma provável preguiça. O interessante é que, relendo hoje, não me parece preguiça o que eu sentia. Quem sabe fosse tédio. Lembro bem que eu me recusava a … Continue lendo SÍNDROME DE MIGUELITO?

LEITE COM NESCAU EMBAIXO DA CAMA

-- era com isso que eu tinha sonhado. Um copo de vidro, daqueles de requeijão, e leite achocolatado. Seguramente, colocavam um pouco de açúcar, para adoçar ainda mais a mistura. Era isso o que eu bebia todas as manhãs. Provavelmente, tinha pão com manteiga, ou banana, para acompanhar. Certa vez, sonhei que o copo com … Continue lendo LEITE COM NESCAU EMBAIXO DA CAMA

EU USAVA ÓCULOS

há um bom tempo. Por volta dos 10 anos de idade fui ao oftalmo e ele receitou óculos pra usar na escola, ler, ver filme. Escolhi uma armação tipo tartaruga. Depois larguei, fiquei um tempo sem usar até sentir falta deles, lá pelos 17 anos. Meu caso era astigmatismo e miopia -- fraquinhas as lentes. … Continue lendo EU USAVA ÓCULOS

SEIS ANOS ATRÁS

encontrei, seguidas vezes, um velhinho no cinema -- uma vez no belas artes, depois no antigo unibanco; até no ponto de ônibus na frente do MIS, voltando para casa (já escrevi sobre ele rapidamente, naquela época). Ele vestia camisa e paletó, apoiava o corpo pesado com uma bengala. Movimentava-se lento e não sem alguma dificuldade. … Continue lendo SEIS ANOS ATRÁS

EU QUERIA PIPOCA DOCE

daquelas de canjica; elas vinham num saco de plástico rosa; uma marca, chamada "Rock", trazia desenhos de instrumentos musicais na embalagem. Estávamos passeando na rua. Era fim de tarde, um domingo? Não sei onde tínhamos ido. Mas talvez meus pais estivessem bem cansados, pra lá e pra cá de ônibus com as três crianças. Eu … Continue lendo EU QUERIA PIPOCA DOCE

A FACULDADE, EM 2007

estava em greve. Era julho, eu tinha a tarde livre antes de ir trabalhar. Resolvi tirar umas fotos do prédio da Letras, praticamente vazio. Hoje revejo as fotos, enquanto estava escrevendo um novo post sobre a rua Paim. Alguma semelhança percorre a série de fotos das demolições da Paim e as instalações precárias da faculdade: … Continue lendo A FACULDADE, EM 2007

APRENDER UMA LÍNGUA ESTRANGEIRA É

-- não saber dizer coisas elementares quando mais se precisa. -- fazer uma criança perder a paciência tentando explicar algo de que você não tem a mínima ideia. ela fica emburrada e desiste de falar com você. -- lembrar-se de uma palavra ou frase muito tempo depois do momento em que ela era fundamental. e … Continue lendo APRENDER UMA LÍNGUA ESTRANGEIRA É