MAIS UM

e mais outros desenhos no bloco. folha branca, riscos a lápis meio sem precisão, sem foco mesmo. desenhos incompletos, sem decisão, sem saber para que lado olhar.

tive sonhos com um sarau de poemas: eu escolhi ao acaso um de Ana Cristina César, que eu conheço pouco, de quem li umas coisas meio recentemente. escolho um que tem algo como “eu me lembro que não me lembro mais do que eu me lembro”… nem sei se isso dela existe. mas no fim das contas o sarau acaba e eu não li o poema. fico meio triste.
depois fico conversando com alguém que não sei quem é sobre “antes do amanhecer” e “antes do pôr-do-sol”, os filmes.

CÍRCULOS CONCÊNTRICOS

foi com essa imagem na cabeça que eu fui pra cama ontem dormir.

Ela surgiu encostando no travessseiro, e mais mil outras que eu não vou saber dizer. Surgiu como imagem para eu conseguir falar ao mesmo tempo do gênero autobiográfico, do livro Bardadrac, do Genette (tema da aula), da minha pesquisa e do trabalho dos alunos. Mas pensando agora, não é exatamente de um mesmo centro que esses círculos podem partir. Ainda pode ser que vale a pena, mas fico me perguntando agora se a imagem de uma corda não seria a que mais caberia ao que eu tento mostrar na aula, na minha pesquisa. Se não é a minha maneira de ver as coisas, unidas por semelhanças que se interrelacionam mas não necessariamente percorrem todo o caminho.

Voltando aos meus pensamentos na hora de dormir, eu só lembro que eu disse a mim mesma, “é muita coisa que você está pensando, não seria melhor você se dedicar agora para dormir bem e acordar bem disposta amanhã?”

Devo ter tido sonhos com temas outros que a minha aula, que eu vou dar hoje para a disciplina de que sou monitora. Mas tudo se foi embora. Antes disso, tive a atitude de levantar da cama, pegar o celular que despertou no horário correto (bem cedinho, porque dou uma aula particular antes da aula da graduação, às 7h30), desligar o modo despertar e deixá-lo do meu lado na cama.

Como se eu quisesse também colocá-lo para dormir, que ele parasse de tocar e assim de me fazer esquecer de algumas coisas.

PARECE MESMO

que a minha memória é muito fraca.

Conversando com o Luís no telefone, ele começa a falar do começo do namoro. De alguns emails que a gente se escrevia, de coisas que eu tinha escrito. Não lembraria nada disso sozinha, se não fosse ele insistir e sair procurando esses emails, que não devem mais estar comigo, mas perdidos em algum hd que eu não uso mais, assim como alguns trabalhos da faculdade, da mesma época do começo do namoro, em 2003.

desenho_rapido

Ele me mandou esse desenho que eu fiz. Era uns dos que eu fazia naquele tempo. Parece um clima meio Retalhos, que o Luís também terminou de ler dias atrás.

Alguns dos sonhos de hoje:

* O Gustavo não se chamava Gustavo. O nome verdadeiro, dos documentos, era Gott. O pai dele queria dar um nome bem alemão. No sonho não vimos isso, mas ao acordar fui atrás da palavra Gott e vi que signitica Deus em alemão.

* O ortodontista tinha mudado de método e de consultório. Ele tirava as borrachas do meu aparelho muito rapidamente, como se fosse um acrobata ou como um vampiro — haha será coisa que veio de eu ter assistido Crepúsculo ontem na tevê?

* Uns alunos largaram na sala de aula uns livros, me senti responsável em devolvê-los à biblioteca de onde eles tinham tirado. Ficava num centro cultural criacionista, o nome terminava em ista e tinha algo de religioso. Fica criacionista. Como várias ordens religiosas de diversas origens, essa ficava na Liberdade. Era um imenso ex-hospital, com alas numeradas, tipo 2SB-11H, a gente tinha que andar por alas enormes, onde ficavam aparelhos de tevê, lanchonetes, espaços para aulas, a biblioteca era grande e tinha livros que estavam fora de ordem. Tinha algumas histórias em quadrinhos do Astérix. Por Tutatis !