FILMES NOS SONHOS

e dessa vez juntei Cães de aluguel, e todos os do Tarantino, com Amadeus, de Milos Forman. Os envolvidos nas conversas sobre esses filmes que sintam.

A questão é que eu não sei mais que filme estava dentro do outro. Harvey Keitel estava sendo deixado de lado. O próprio Tarantino também atuava, é claro. As perucas da corte austríaca eram jogadas pro alto. Abria-se uma mala cheia de ouro. A trilha sonora era legal. E dava vontade de ver e rever tudo.

A FOTO É PEQUENA

mas foi o que eu consegui, com os meios que tinha, registrar da paisagem do café do Sesc Paulista, que está fechando. Passei a tarde de ontem lendo e escrevendo lá, e vendo o grande número de pessoas que foram ao café para aproveitar “seus últimos momentos”. Vários turistas também, como deve ser de costume. Algumas pessoas ficaram tanto tempo quanto eu (cheguei 15h e saí eram mais de 20h), conversando, lendo ou tirando fotos. O pôr-do-sol foi bonito, laranja. Ventava mas não passei muito frio. As nuvens cinzas não se transformaram em temporal.

*

Sonhei que fui à aliança e o diretor (um cara que se parecia com o Bill Clinton) me chamava para trabalhar lá, mas me oferecia muito pouco, algo como 5 reais/ hora. Me fez esperar um tempão fazendo cálculos para ver se podia me pagar mais. Enquanto isso contava que ia passar o resto da vida no Brasil, vestido de índio (mas era um vestido de índio como as fantasias de criança), numa cidade onde se passava a novela Corpo dourado. A esposa dele estava de acordo. Eu já via o cara vermelho correndo no mato com um cocar comprado na loja de fantasias.

UM CABELEIREIRO CHINÊS

ficava numa casa amarelecida pelo tempo. Velhinho, contava com um assistente, que mais parecia seu chefe. Era um moço loiro, que pouco entendia de corte mas sabia administrar o negócio do chinês, sentado num balcão.
Fui cortar o cabelo com esse chinês. Não queria cortar o cabelo, quero deixar crescer, quero que ele fique bem longo. Eu estava lá mais para ouvir algum conselho desse velho sábio, que com poucas passadas de tesoura conseguia mudar a vida das pessoas.
Ele cortou meu cabelo seco, e ele parecia crespo, assim como ele era quando eu tinha uns 12 anos. Esse sonho me lembrou um corte de cabelo, num salão na rua Martim Francisco, que nem deve mais existir. A velha senhora cortou meu cabelo seco também. Sabe-se lá porque eu não estava sentada, mas de pé. Tive uma tontura, uma queda de pressão, quase ia desmaiar mas aguentei até o final. Meu cabelo ficou horrível, todo despontado. Minha mãe reclamou e nunca mais voltamos lá.
No sonho, o mestre chinês falou sobre a minha boca e a minha respiração.
Queria 38 reais pelo corte, eu tentei negociar, mas o moço loiro não deixava que se pagasse menos que isso.
Eu acabei abandonando o salão do velho chinês antes que o corte terminasse.

SONHEI COM O LEJEUNE

que eu me lembre, é o primeiro sonho que tenho com meu objeto de pesquisa.

Falávamos por telefone. Eu podia ver onde e como ele estava. A grande questão é que ele mudava de rosto enquanto a gente conversava. Também em um momento passávamos do francês para o português, como se não houvesse diferença entre uma língua e outra.

Ele me pergunta se eu já estava a caminho da França, para encontrar com ele. Informações desencontradas mas que estavam encontrando um caminho.

Também sonhei com um carnaval de rua, com colegas da escola e gente vomitando.

NA VIDA, NO SONHO

qual a diferença?

A gente tenta olhar nos sonhos coisas que nos façam sentido, colocamos nossa linguagem a serviço deles. Do mesmo jeito, acreditamos que nossa vida dá alimento aos sonhos. Eu me preocupo com as aulas, logo, tenho um pesadelo de uma aula fracassada.

Hoje durante uma consulta me lembrei de um sonho e me preocupei com o conteúdo: eu estava toda fraturada. Pés e mãos principalmente. Marcas roxas, dificuldade de locomoção. Sem me perguntar o que tinha me acontecido para eu estar daquele jeito, eu continuava a fazer as coisas, a andar, lamentando um pouquinho a limitação.

Posso ter me preocupado com um fantasma, uma imagem que me cerca, a da fratura. Mas por que o conteúdo mais óbvio do sonho seria o significado que ele carrega? E por que haveria algo no sonho a ser desvendado, uma resposta a ser decifrada?

ERA UMA GUERRA

eu fazia parte do exército, soldado raso com arma na mão.

Uma operação noturna estava programada. Um chefe nos conduziria a um lugar a ser invadido. Os inimigos estariam por perto. Todos de preto como num Counter strike (ou como eu imagino que deveria ser um counter strike).

A chefe nos tranquiliza dizendo que será fácil, nossas armas possuem mira automática. Isso quer dizer que elas já estavam pré-programadas para acertar o alvo, pouco importava a direção em que eu apontava, e eu era meio inexperiente nessa coisa de guerra, a arma traçaria uma reta (por dois pontos passa uma única reta) com laser.

E eu vi o laser da minha arma se mexendo mesmo, fixo no alvo. E justo no alvo, todos os lasers de todos os soldados convergiam. Uau.

Ficamos à espera do comando. O problema é que um soldado inimigo se aproximava, eu o via, mas não podia sinalizar porque estava escuro; não podia falar pq estava silêncio. O soldado se deu conta da minha presença e facinho me matou com um tiro. Operação fracassada.

Morri, o sangue esfriava no meu peito. Ainda assim pude dizer que aquela arma era uma besteira.

AS MENINAS PODIAM

ser bonecas.
Era um brinquedo que transformava, durante a brincadeira, a menina que brincava no brinquedo que ela tinha nas mãos.
Mas acho que isso só acontecia com as crianças, eu era adulta como sou e ficava só observando o quarto da Luiza se transformar num castelo, e ela numa bailarina de plástico.
A bailarina, para ficar de pé, tinha suportes transparentes. Cada um dos suportes permitia um movimento de dança diferente. Ela podia saltar para um dos lados, ou girar em torno de si mesma.
Só achei que num dado momento a Luzia ficou meio triste de ser boneca, de ser o brinquedo e de não poder nem escolher direito que suporte usar.
De toda forma, o castelo era cheio de personagens bem diferentes e com personalidades todas cômicas.

DURANTE O SONHO

eu já comecei a pensar que eu podia escrever sobre ele no blog.

Seguindo uma coisa que o Luís tinha começado a fazer na casa dele (ele estava colocando fotos malucas nos perfis de orkut e facebook dele, que não existem), eu queria fazer fotos dos objetos que eu tenho, dos bonequinhos, elefantes, bichinhos, dos bibelôs. Tudo era super colorido. Mas ao contrário do que eu tenho realmente, eu tinha muitos bonecos de figuras humanas: jogadores de futebol, integrantes de uma banda de rock de sucesso que eu nunca tinha ouvido falar, um caminhoneiro, uma moça do nordeste em cima de um jegue. Era tudo realmente colorido mas chegou a me confundir. Eu comecei a tirar algumas fotos, mas fui interrompida por uma pessoa de uma comunidade negra. Ela acompanhava um grupo de turistas africanos lusófonos. Parecia que estávamos na frente da confeitaria Colombo, no Rio de Janeiro – isso porque ontem eu li o post em que eu falava dela.

Na frente da confeitaria tinha uma sala de cinema antigo, era ao mesmo tempo como se fosse o espaço unibanco daqui da Augusta, três salas com os pôsteres na entrada. Eu queria muito assistir um filme, era quinta e a sexta-feira chegou logo de cara e eu perdi os filmes.

Na sexta, só tinha filme chato em cartaz: algo como um “Halloween 4 – as caveiras pedem fogo”, o cinema cheio de góticos e sósias do Marilyn Manson, gente com unhas compridas e sobretudos pretos. Achei uma chatice.

Resolvi virar uma assombração do cinema. Comecei a voar como um fantasma, com um lençol branco transparente, para assustar. Vi chocolates na bombonière, entrei no banheiro. Depois fiquei me virando de cabeça para baixo e as pernas para o alto de uma fileira para outra, dando risadas bem alto, daquelas do “Thriller”. Talvez as pessoas só tenham pensado que aquilo fazia parte da divulgação do filme.

MAIS UM

e mais outros desenhos no bloco. folha branca, riscos a lápis meio sem precisão, sem foco mesmo. desenhos incompletos, sem decisão, sem saber para que lado olhar.

tive sonhos com um sarau de poemas: eu escolhi ao acaso um de Ana Cristina César, que eu conheço pouco, de quem li umas coisas meio recentemente. escolho um que tem algo como “eu me lembro que não me lembro mais do que eu me lembro”… nem sei se isso dela existe. mas no fim das contas o sarau acaba e eu não li o poema. fico meio triste.
depois fico conversando com alguém que não sei quem é sobre “antes do amanhecer” e “antes do pôr-do-sol”, os filmes.

FILME ATRASADO

era a grande questão de um sonho de segunda pra terça. Fazia já uns dois anos e oito meses que eu tinha alugado um filme na locadora.

A 25a hora, de Spike Lee.
Fui na locadora, que ficava numa daquelas lojas no térreo de prédios como os da avenida Angélica, aqueles prédios antigos, como os do Artacho Jurado. As atendentes não demonstraram nenhuma surpresa em me dizer que a locadora não liga cobrando filmes atrasados, deixam o sócio tranquilo com o filme em casa! Deu uma nota pagar o aluguel do filme.
Mas a grande questão é que de repente o filme se transforma em Matrix Reloaded. Aí eu desencanei, vi que era um sonho e ele virou outra coisa.

Mas há outra grande questão: o 25e hora, nem sei se é esse o filme com o Edward Norton, eu vi no cinema. Filme longo, e os filmes do Spike Lee são longos, é pra se ver no cinema e não em casa. Não me lembro de nada do filme. Ele só voltou à memória porque revirei o fim de semana hds e cds de backup antigos. Esse pôster estava no meio das mensagens porque quando vi o filme falei sobre ele, mas o mistério é que eu não sei o que disse sobre ele.