COMO TODO COMEÇO DE ANO LETIVO

tive sonhos cujo assunto principal são aulas, colegas professores, alunos antigos e novos. Já sonhei outras vezes que dava aula de alemão sem saber nada do que estava fazendo, em outro só um aluno tinha entrado na sala, constrangido, sem termos idéia de onde estavam os outros… a maior parte desses sonhos traz situações ruins.
Essa noite foi repleta de coisinhas novas, mas mais do mesmo no fim das contas: eu perdia hora para dar aula, porque ficava sem razão em casa, meu pai chamando para ir ao cinema; eu tomava banho e conversava com colegas no banheiro, um deles tentava entrar no banheiro e eu ficava brava. Estava no ônibus na avenida Europa, uma vizinha do prédio muito simpática me liga querendo aula, eu aceito (nem lembro quem ela é), ela diz que preparou um presente pra mim.

Esses sonhos me preparam na marra, de uma certa maneira, ao ritmo das aulas, do imprevisto constante, da firmeza que se deve ter – até o fim do semestre e o recomeço das férias.

PORQUE HOJE É SÁBADO, PORQUE HOJE É CARNAVAL

ou por qualquer outra razão, sonhei que estava no Rio de Janeiro, passando pelo sambódromo que é bem pequeno, se formos comparar com as imagens da rede globo. Sílvia, uma ótima carioca que conhecemos lá, deu a resposta para essa diferença de tamanho: é que eles filmam os desfiles em grande angular. Pode ser. Não entrei no sambódromo, mas achei muito pequeno, mesmo que simpático, ali num cantinho em direção ao centro.


Ao contrário do sambódromo, a confeitaria Colombo me parecia menor do que ela é, pé direito alto que só, grande até o fundo

E é o centro do Rio o que eu mais gosto de lá. Gosto muito do Rio, do pouco que conheço, queria ir mais e mais. Entrar por exemplo na Biblioteca Nacional. Quando viajei ao Rio especialmente para visitar a BN ela estava em greve.

No sonho, o Ciço ia viajar com a gente. Depois de passar de ônibus, rápido, em frente ao sambódromo, ficamos passeando no centro do Rio, vendo os inúmeros bob’s, sucos e mates. A gente comentava a supremacia do Bob’s na cidade, o que era bem visto, porque empresa brasileira (ainda é?). O Rei do Mate, que respeitamos também bastante. Aquele sanduíche tost é ótimo no custo-benefício, que acho que comi um no sonho.


Cine Odeon, por A. Cantuária

Ao redor e redor, o cine Odeon, as ruas frescas, de prédios novos ou antigos. Descobri perto da praça Paris um portal enorme, lindíssimo. Não deve existir de verdade. Era alto, imponente e delicado. De ferro, mas leve que poderia ser de madeira, com motivos florais orientais. Fiquei boquiaberta.


Era um sábado, que rua é não lembro mais

Depois o SAARA, que eu gostei muito quando fomos agora em dezembro, mesmo com muita chuva, milhares de guarda-chuvas abertos no entre-festas (passado o natal, a poucos dias do ano-novo).

O passeio do sonho com o Ciço foi lúdico, didático. Apontava para o alto o telhado da biblioteca nacional, era uma cúpula (ontem essa palavra apareceu numa das atividades de um livro de francês).


Os fundos da BN, por A. Cantuária

Aproveitávamos para escutar Maria Bethânia dizer que gostava muito do centro de São Paulo, mais alguém falar do centro de Curitiba. De isso se ampliar aos centro-da-cidade de todas as cidades, como Santos, que tem um centro gracioso, ainda com muito a descobrir.


Tiradentes, dezembro agora

Indo mais longe, centros históricos, como o de Tiradentes, ou como o de João Pessoa, que é simplesmente encantador; são dois lugares que passamos tão rapidamente que será impossível não voltar.


uma esquina de João Pessoa

Acordei com vontade de ver fotos e mais fotos do Rio, fotos de viagem, e entrando no meu flickr recebo a boa notícia de que uma foto minha de Lyon foi selecionada para ilustrar um guia na internet: schmap. E olha que eu postei a dita foto justamente para falar de um sonho que tive de Lyon.

ESSA HISTÓRIA TODA

de acordo ortográfico, além de movimentar a máquina editorial, as caras consultorias empresariais e dar assunto de conversa em quase todas as rodas (seja na fila do banco, seja no curso de Letras, seja no Jornal Nacional), faz as pessoas pensarem na língua ou não?

Penso nisso além de tudo porque fui ao Museu da Língua Portuguesa esses dias, ver a exposição do Machado (sempre Machado).

No acervo fixo do museu, aquela projeção de poemas, o de Gregório de Matos, muito bem interpretado e realizado com apuro visual, é o único que vem acompanhado da referência da época em que foi escrito: “século 17”. Isso porque seria facilmente confundido com um rap de hoje em dia?


do pouco que conheço, gosto dele, sabe…

Agora com as modificações do acordo, como ficam todas as apresentações fixas do museu? Terão que ser readequadas? Nossa, que trabalhão vai dar.

Não gosto muito das mudanças a que temos que nos submeter: como diferenciar a pronúncia de teia e ideia? Ai que triste…

Será que nessa correção o pessoal do museu vai alterar a grafia de caraoquê (na lista de palavras de origem asiática) para karaokê, como todo mundo usa? Fora o museu e o dicionário Houaiss, poucos são os que ousam escrever caraoquê. Caraoquê me lembra piteça, forma que um daqueles gramáticos doidos queria que fosse dada a pizza.