DEVENDO UM POST

faz mais de um ano, para o Luís.
Com o surgimento recente de alheios alhures, pensei que seria o momento de concretizar. Mas pensando bem, melhor não lá, mas aqui mesmo.

Tudo pode começar assim. O Luís lembrou da capa de um disco do Angra, que era parecido com um fichário que o Lair tinha, quando eles estudavam juntos. Tanto o fichário como a capa do disco tem uma rosa-dos-ventos, como nos mapas antigos, amarelados não sabemos se pela passagem do tempo ou se o papel já tinha aquela cor na época das grandes navegações.

Fichário e capa: ambos se ligam ao relógio da promoção da parmalat. Ambos, Luís e eu, na época distantes como de Jabaquara a Santa Cecília, escolhemos justamente o relógio de rosa-dos-ventos quando terminamos de juntar os 100 selinhos de leite. Era de longe a melhor das opções.

O Luís deve ter reconhecido o relógio numa foto minha.
Como todo relógio gracinha, como os swatchs, eles quebram depois de um tempo. A caixa, de plástico, não resiste e não há muito conserto que dure. Tanto é que eu tenho uns relógios guardados que não servem hoje a não ser para guardar memória.

Além disso, pensar mais e mais em mapas me leva também a me perguntar sobre as cores que o google maps usa para as estradas dos países na europa. Por que são verdinhas na Grã-Bretanha, ficam laranja na Bélgica, Países Baixos, Alemanha e França, depois mais vermelhinhas na Itália, Suíça? Tem mais bosques na Alemanha? Por que na Escandinávia os terrenos são cinza?

Decisão: esse post vai virar uma série. Eis o final do primeiro episódio.

CHEGAR MAIS PERTO

indo longe.

É como eu estou tentando definir “Berkeley em Bellagio”, que li hoje. Pode ser por conta de tantas outras coisas acontecendo e que estou lendo, o livro me pegou. O resto do dia (comecei o livro umas 10h, no metrô Santana, peguei a linha verde e descobri a recém-terminada estação Sacomã, com plataforma protegida por portas de vidro, como a linha 14 em Paris; dei voltas na linha verde, desci na estação Brigadeiro, por lá terminei e voltei para casa com as primeiras gotas da chuva muito forte) fui andar ao redor de escritas que o Noll me trouxe.
A Vanessa, que estuda justamente ele (como foi mesmo que começamos a nos falar? será que eu mandei o cartão postal pra ela?…); o Barthes, pensei muito em Incidentes e Noites de Paris, que justamente terminei de ler hoje também; essa busca desesperada por afeto.

Mas também a outras: as fotos que precisavam ser melhor organizadas, essa coisa de estação do metrô abrindo e o preço do transporte subindo, as chuvas cada vez mais fortes, o terremoto do Haiti e Dany Laferrière está lá, escrever emails como se fossem cartas, os textos e as pessoas que estão nos meus textos.

E mesmo ao caderninho azul.